sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Minha cota diária de solidão

Maurício
Legião Urbana
"Já não sei dizer se ainda sei sentir
O meu coração já não me pertence
Já não quer mais me obedecer
Parece agora estar tão cansado quanto eu

Até pensei que era mais por não saber
Que ainda sou capaz de acreditar
Me sinto tão só
E dizem que a solidão até que me cai bem

Às vezes faço planos
Às vezes quero ir
Pra algum país distante
Voltar a ser feliz
Já não sei dizer o que aconteceu
Se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu

Se meu desejo então já se realizou
O que fazer depois
Pra onde é que eu vou?

Eu vi você voltar pra mim
Eu vi você voltar pra mim
Eu vi você voltar pra mim..."

Conheci o Legião Urbana aos 12 anos. Ainda não tinha nenhum gosto musical definido. Foi encanto à primeira vista. As letras de Renato Russo pareciam dizer tudo aquilo que eu queria berrar para o mundo. De cada álbum, tenho uma música preferida. Em As Quatro Estações, meu primeiro CD da banda, a música Maurício foi, de longe, a minha predileta. Não pela música em si, mas por uma de suas frases: "Me sinto tão só, e dizem que a solidão até que me cai bem".

De alguns dias pra cá, voltei a pensar muito nessa música. Isso porque, estive ruminando sobre uma de minhas necessidades básicas, a solidão. Me dei conta de que, todos os dias, preciso ficar só por alguns momentos. Como se tivesse uma cota de solidão diária a cumprir. Não é muito tempo, só alguns minutos. Para pensar na vida, refletir sobre o dia e sonhar um pouco. É sonhar. Gosto disso. De me perder em devaneios malucos.

Justamente por isso, passei a gostar muito da minha volta pra casa. Em um ônibus lotado, às 22h, onde ninguém me conhece. Posso sonhar à vontade, pensar sobre o dia e ruminar os problemas. Posso ler um livro, trocar umas idéias com meus botões. É como se fosse um mundo só meu, onde ninguém pode me tocar ou me encontrar.

É claro que adoro a companhia das pessoas, principalmente da minha namorada e dos meus amigos. Passei os melhores momentos da minha vida com eles, mas cada vez mais, preciso da minha cota diária de solidão.

A minha cota diária de mim mesmo.

Felipe Ferraz
PS: Essa é a minha volta ao Terra de Ninguém. Precisava dar uma pausa do mundo. Mas estou de volta e com todo gás.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

We are the champions!!!!

Consegui!!!

Nos primeiros dias de setembro, decidi que daria prioridades a algumas coisas em minha vida, começando por esse blog, que ainda vou levando meio de barriga. Nessa mesma postagem, estabeleci uma meta de posts para o mês de setembro. O objetivo era passar dos cinco textos. E não é que eu consegui.

Quer dizer... consegui e ainda encaixei alguns textos a mais. No total foram onze. Eu sei que ainda é pouco, já que temos 30 dias no mês. Mas mesmo assim, isso já foi um grande avanço para mim, quer estou começando a dar prioridades.

Bom... pra não perder a graça, decidi que também vou estipular uma marca para esse mês. E como em setembro consegui onze postagens, esse será o número que tenho que bater em outubro. Preciso escrever doze textos nesse mês que está por vir.

E podem apostar que eu vou conseguir.

E pode apostar que esse aqui já está valendo.

Já dizia o grande amigo Zack: Besta é o sapo!

.............................................................................................

O confraria do Grito está completando um ano de vida.

O selo aí do lado ficou legal.

Parabéns ao Confraria e a todos que fazem o blog!!!!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sobre mim

Uma amiga me mandou por e-mail. Vou postar as minhas respostas aqui:

Algumas coisas sobre mim, que pode ser que você saiba (ou não), em nenhuma ordem especial.

CINCO TRABALHOS QUE TIVE EM MINHA VIDA:
1. SX Brasil - Interjornal
2. Secretaria Estadual de Saúde
3. Programa Opinião Pernambuco (TV Universtária)
4. Sesc Pernambuco
5. Folha de Pernambuco

LUGARES EM QUE VIVI :
1. Bairro Novo (Olinda – PE)
2. Hipódromo (Recife - Pe)
3. Campo Grande (Recife – Pe)


PROGRAMAS DE TV QUE ASSISTIA QUANDO CRIANÇA
1. Os Trapalhões
2. Castelo Ratimbum
3. X-Tudo
4. Cavaleiros do Zodíaco
5. Punk – A levada da Breca
6. As aventuras de Tin Tin

PROGRAMAS DE TV QUE ASSISTO:
1. Jornal da Globo
2. Séries bobinhas da Disney Channel
3. Toma Lá Dá Cá
4. A Grande Família

CINCO LUGARES EM QUE ESTIVE E VOLTARIA:
1. Campina Grande (Paraíba)
2. Natal (RN)
3. Praia de Cupê (Porto de Galinhas)
4. Gravatá (PE)

FORMAS DIFERENTES QUE ME CHAMAM:
1. Felipe
2. Lipe
3. Shrek
4. César

CINCO PESSOAS QUE TE MANDAM CORREIOS TODOS OS DIAS:
1. Acho que não vale sugestões de pauta de assessoria de comunicação

CINCO COMIDAS FAVORITAS:
1. Feijoada
2. Dobradinha
3. Cachorro Quente
4. Coxinha
5. Chocolate

QUATRO LUGARES EM QUE DESEJARIA ESTAR AGORA:
1. Minha cama
2. Gramado
3. São Paulo
4. Espanha

OITO AMIGOS QUE CREIO QUE ME RESPONDERÃO:
Ninguém vai responder, pois não vou enviar pra ninguém. Quem quiser é só copiar e colar.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Deixa pra lá

- Estranho né!

- O que companheiro?

- Esse céu, as pessoas, os animais...

- O que tem eles?

- O céu continua em cima, as pessoas continuam andando e os animais permanecem animais.

- Que bom, né verdade!

- Sei lá... pensei que hoje seria um dia diferente de ontem. Achei que tudo estaria mudado.

- Diferente de que? Mudado pra onde?

- Não sei...

- Não sei o que rapaz?

- Sei lá... quer saber? Deixa pra lá!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sexta-Feira 13

Sabem como posso definir o meu dia de hoje???

UM PUTA SACO!!!!!!!

E olhe que estou voltando para uma casa que não vai ter viva alma para conversar ou trocar idéias. Sabem como eu chamo o dia de hoje?

UMA PUTA DE UMA SEXTA-FEIRA 13.

E olhe que hoje é dia 19.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Preciso fugir de casa

Eu tenho que confessar, que nunca fui uma pessoa de grandes certezas na vida. Até hoje, aos 22 anos, não sei o que vou ser quando crescer (pode apostar que ainda me sinto uma criança). Nunca estive muito certo se ia casar, ter uma penca de filhos ou ter uma casa na praia. Para falar a verdade, sempre deixei o barco correr solto.
Mas havia uma coisa que eu acreditava tão piamente, que pra mim era um dogma. Morar só. Eu sempre acreditei que seria o primeiro filho a sair da casa dos meus pais. Não importa pra onde fosse, eu sairia o mais rápido possível. O problema é que ontem meu sonho acabou. Na madrugada dessa segunda, meu irmão caçula embarcou para o Mato Grosso do Sul, onde vai trabalhar na transportadora do meu tio.

Já não bastasse minha irmã mais velha engravidar cedo e ir morar com a família do marido, tirando meu tão sonhado posto de primeiro a sair de casa, agora eu sou o único dos três irmãos a continuar sob o teto da minha mãe. Hoje somos eu, ela e o namorado dela. Patético né? Agora sim eu preciso correr pra sair de casa.

E pode apostar que eu já comecei a pensar nisso. Já estou juntando dinheiro e comecei a comprar coisas que serão necessárias mais tarde. Pra completar, me formo no fim do ano que vem. Sei que é muito tempo, mas será o necessário para sair e não precisar voltar mais.

Falando como um bom jornalista, o final do ano que vem é o meu dead line para sair de casa.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Teste de Personalidade

Como estava sem nada para postar hoje, decidi que só iria dar uma olhada nos blogs que frequento. De repente, bati com um teste de personalidade no blog da Dona Laura terminei encontrando um teste de personalidade. Como o movimento de trabalho está fraco aqui no estágio (pelo menos pra mim) decidi parar pra responder.

Ai vai o resultado:

Seu modo principal de viver é focado externamente, onde você lida com as coisas de acordo com a maneira com que você se sente quanto a elas, ou de acordo com a maneira que essas coisas se encaixam dentro do seu sistema de valores pessoais. Seu modo secundário é focado internamente, absorvendo fatos primeiramente através da sua intuição.
Você é voltado às outras pessoas, vivendo num mundo cheio de possibilidades de contatos. Mais do que quaisquer outros tipos, você tem uma habilidade excelente para lidar com pessoas. Você entende e se importa com elas, e tem um talento especial de conseguir trazer à tona o melhor de cada um. Seu interesse principal na vida é dar amor, ajudar nas horas difíceis, e curtir a vida nas horas boas, junto aos outros. Você está sempre tentando entender, ajudar, e encorajar os outros, fazendo as coisas acontecerem na vida deles e tirando satisfação pessoal disso.
Por causa dessas suas habilidades interpessoais tão extraordinárias, você tem a capacidade de conseguir que as pessoas façam exatamente o que você quiser, já que você percebe muito bem como cada pessoa reage a diversas situações. Seus motivos geralmente não são egoístas, mas se você não desenvolver seu lado mais idealista, você pode acabar usando este poder sobre as pessoas para manipulá-las.
Você é uma pessoa tão voltada para o mundo exterior que é importante que você gaste um tempo só. Isso pode ser até difícil para você, por causa da sua tendência a ser duro consigo mesmo, e a ter pensamentos negativos quando sozinho. Consequentemente, você pode acabar evitando passar tempo só, e encher sua vida de atividades que envolvam outras pessoas. Você tende a direcionar o rumo da sua vida e suas prioridades de acordo com as necessidades das outras pessoas, e pode acabar não prestando atenção para as suas próprias necessidades. É natural que você coloque as necessidades dos outros acima das suas, mas você precisa estar ciente das suas próprias necessidades para que você não se sacrifique nas suas tentativas de ajudar ao próximo.
Você tende a ser mais reservado quanto a se expor do que outras pessoas extrovertidas. Assim, mesmo que você tenha certas opiniões e crenças fortes sobre diversas coisas, você normalmente evita expressá-las se acha que isso acarretará em um impacto negativo na sua relação com elas. Como você se interessa muito em acelerar mudanças na vida das outras pessoas, você provavelmente vai interagir com as outras pessoas no nível delas, como um camaleão, ao invés de estar sendo o mesmo indivíduo em todas as ocasiões.
Mas isso não quer dizer que você seja uma pessoa que não tem opinião. Você tem valores e opiniões bem definidas, e pode expressá-las de maneira clara e sucinta. Porém, essas crenças serão expressadas contanto que não pareçam ser muito pessoais. Você é expressivo e aberto de diversas maneiras, mas é mais focado em reagir às atitudes das pessoas, e em apoiá-las. Quando uma opinião ou crença de extrema importância para você se choca com as necessidades do próximo, é muito provável que você escolha atender às necessidades do próximo.
Você pode se sentir um tanto sozinho mesmo quando rodeado de pessoas. Esse sentimento de solidão pode se tornar exagerado por causa da sua tendência de não revelar seu verdadeiro “eu”.
Por outro lado, as pessoas te amam. Você é divertido de se estar junto, e verdadeiramente entendem e amam as pessoas. Você é quase sempre direto e franco. Você geralmente exala muita autoconfiança, e tem grandes habilidades para mexer com muitas coisas diferentes. Você é um tanto brilhante, cheio de potencial e energia, e gosta de um ritmo rápido, e é geralmente bom em qualquer coisa que consiga capturar seu interesse.
Você gosta que as coisas estejam bem organizadas, e irá trabalhar duro para manter a estrutura e para resolver questões duvidosas. Você tem uma tendência a se irritar com facilidade, especialmente em casa.
No ambiente de trabalho, você se dá bem em posições que lidem com gente. Sua habilidade aguçada de entender as pessoas e dizer exatamente o que deve ser dito para deixar as pessoas felizes o torna um conselheiro natural. Você gosta de ser o centro das atenções, e se dá muito bem em situações onde você pode inspirar e liderar outros, como dando aulas, por exemplo.
Você não gosta de lidar com raciocínios que sejam impessoais. Você não entende nem aprecia o mérito em questão, e não ficará feliz em situações em que seja forçado a lidar com lógica e com fatos que não tenham conexão com elementos humanos. Vivendo num mundo de possibilidades humanas, você gosta mais de seus planos de que de suas conquistas. Você fica animado com as possibilidades que o futuro guarda, mas pode se cansar facilmente do presente, e se tornar ansioso.
Você tem uma capacidade especial de lidar com as pessoas, e é geralmente feliz quando pode usar esta habilidade para ajudar os outros. A maneira com que você se encontra mais satisfeito é ajudando e servindo os outros. Seu interesse genuíno na humanidade e sua excepcional percepção intuitiva do que acontece com as pessoas, faz com que você compreenda até os indivíduos mais reservados.
Você tem uma grande necessidade de relacionamentos fortes e íntimos, e se esforçará grandemente para criar e manter estes relacionamentos. Você é muito leal e confiável quando envolvido numa relação.
Se você não desenvolver seu Sentimento, você pode encontrar dificuldades em tomar boas decisões, e pode acabar tendo que contar demais com outras pessoas na hora de tomá-las. Se você não desenvolver sua Intuição suficientemente, terá dificuldade em ver possibilidades, e irá decidir as coisas rápido demais, baseando-se em sistemas de valores ou de regras sociais, sem na verdade compreender a situação real que existe por trás. Se você não se encaixar no mundo, será extremamente sensível a críticas e terá a tendência de se preocupar demais e de se sentir culpado. Poderá também ter uma tendência a ser muito manipulador e controlador das pessoas.
No geral, você é uma pessoa charmosa, calorosa, graciosa, criativa e diversa, com idéias altamente desenvolvidas sobre a maneira como as outras pessoas funcionam. Esta habilidade especial de ver o potencial de crescimento das pessoas, combinada a uma intenção genuína de ajudá-las, faz com que você seja alguém altamente valorizado. De tão preocupados com os outros que você é, você precisa se lembrar de valorizar mais suas próprias necessidades assim como você valoriza as dos outros.


Bom...

Acho que não foi nada mal para a estréia de um teste de personalidade.

PS: Quem quiser tentar o teste, é só clicar aqui.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Teste virtual

Definitivamente, o mundo virtual é o futuro.

Depois de quatro anos de faculdade, pela primeira vez, eu fiz uma seleção de estágio pela internet. O resultado até pode não ser o esperado (ir para a próxima fase), mas a experiência foi ótima.

Em menos de uma hora, eu participei de uma reunião de lançamento de um produto, decidi como funcionaria a produção de uma fábrica e resolvi como seria a embalagem do novo produto. E tudo isso sem sair da frente do computador do estágio (ainda bem que minha chefe não lê esse blog).

Mas, no final das contas, adorei a experiência do teste virtual. Apesar de não achar tão válido, pois poderia estar com toda a minha família ao lado, me ajudando nas tarefas. O que seria perfeito, pois tenho um primo jornalista (área que tentei a vaga), um tio engenheiro (seria minha calculadora), e um amigo designer (pra me ajudar com as embalagens). Unidos, eu duvido que eu não passaria.

Finalmente, acho que no final, esse teste não avalia muita coisa. E o pior é que tenho que passar por ele de todo o jeito, pois quero muito a vaga.

O resultado sai em alguns dias, foi o que me disse a moça virtual do Recursos Humanos, que me mostrou toda a fábrica on line da empresa. Vamos aguardar o resultado.

Pelo menos, a boneca virtual parecia uma pessoa legal.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Final de semana feliz!

Nada melhor do que final de semana audiovisual. E quando eu digo audiovisual, eu quero dizer: cinema, cinema e cinema!!!

No total, contando o sábado e o domingo, foram cinco filmes, sendo dois lançamentos e três reprises da Disney Channel, que por sinal, é único canal de TV a Cabo que pega lá em casa. No sábado, foram duas sessões de cinema seguidas. Começando com Hellboy II, O Exército Dourado e terminando com Caçadores de Dragões.

Achei o primeiro muito bom, começando pelos personagens (os heróis e vilões) e terminando no enredo, que é todo baseado em uma lenda antiga de algum mundo esquecido (mesmo clichê, a história é bem legal). Só senti falta de um ápice sabe. Aquele momento de tensão geral, onde achamos que nada vai dar certo e, no final, tudo é resolvido. Ta bom, não vou falar mais nada, pois vai tirar o tesão de quem não viu. Vamos para o segundo filme.

O segundo filme foi ótimo. Um dos melhores infantis que assisti nos últimos anos. Tem rei, cavaleiros e princesa. E um vilão que dá medo (quer dizer... não em caras corajosos como eu, mas em criancinhas sem experiências), que era uma coisa em extinção nos últimos tempos. Mas o melhor do filme é o humor. Ele sabe ser engraçado, sendo inteligente.

Depois do cinema, foram várias sessões de vale a pena ver de novo. Começando por 101 Dálmatas, O Filme; passando por Nem que a Vaca Tussa, e finalizando com As Crônicas de Nárnia, o Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.

Nem vou me dar ao trabalho de comentar esses filmes. Quem viu sabe que são todos muito bons. Sem bem que prefiro o 101 Dálmatas em animação, que é muito melhor, principalmente porque os cachorros falam no animado e isso, pra mim, é essencial.

Adoro finais de semana de cinema.

Principalmente se eles incluem uma namorada maravilhosa em todos os momentos, uma pizza com grandes amigos e uma banana split pra encerrar o dia.

Isso é que eu chamo de final de semana feliz.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Sacanagem com os brasileiros

Tão de sacanagem com a gente.

Como assim levar Waldick Soriano e Fernando Torres no mesmo dia?

Sem contar que já tinham nos tirado Dercy Gonçalves, Dorival Caymmi e sua viúva Stella Maris.

E pra completar, deixaram os pernambucanos órfãos de Mestre Salustiano.

Ou alguém lá em cima está com a mira muito ruim, ou estão tentando nos deixar um pouco mais tristes. Detonando as poucas coisas boas que temos.

Bom... Se precisarem, eu posso apontar alguns nomes que seriam mais bem recebidos no céu, ou no inferno né.

Nunca se sabe...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Boas histórias

Depois de vários dias de tristeza, me peguei apaixonado pelo jonalismo.

Tudo começou na terça-feira, quando publiquei uma reportagem especial sobre um projeto social. O projeto, chamado Adote uma Criança pro Esporte, convida pessoas de boas condições financeiras para patrocinar escolinha de Vôlei para crianças de um bairro carente.

Na terça-feira mesmo, descobri que a reportagem foi muito bem recebida pela diretoria da Folha de Pernambuco (jornal que trabalho). Ganhou foto na primeira página (coisa que eu nunca tinha conseguido em oito meses de labuta) e foi elogiada na reunião de avaliação diária. Também fui parabenizado pelos meus editores e colegas. Todos adoraram.

O problema é que eu estava odiando a matéria. Não queria nem mais falar sobre ela.

Tudo mudou ontem de tarde. Um dia depois da publicação da reportagem, encontrei com o responsável pelo projeto, o professor de Vôlei do Sesc Santo Amaro, Gildo Soares. Ele estava muito feliz. O trabalho que vinha realizando há meses estava mostrando resultados. Só na terça, ele recebeu mais de 60 ligações (coloquei o número do celular dele na matéria). Alguns telefonemas foram parabenizando e outras querendo ajudar. Ele disse que não tinha palavras para agradecer.

Mais tarde, falei com duas pessoas que leram a matéria e, por conta disso, decidiram apadrinhar uma criança. A reportagem emocionou cada uma delas de um jeito diferente. A primeira era bailarina e também teve dificuldades financeiras na infância. Já a segunda, tem dois filhos ligados ao vôlei. Para ela, o esporte sempre fez parte da família.

Depois de escutar esses vários relatos, me peguei adorando a reportagem. Descobri que estava me lixando para a opinião dos jornalistas que trabalham comigo. Não quero ser um jornalista que escreve pra outro jornalista, como muitos fazem por aí. Não quero passar a vida correndo atrás de furo, principalmente porque, quase ninguém lê todos os jornais do mundo e poucos saberão do tal furo.

Não! Eu quero a opinião dos leitores. Quero saber que, de alguma forma, consegui tocar no coração de uma pessoa. Fico feliz em saber que as linhas escritas por mim, serviram para melhorar a vida de alguém. É ótimo saber que contei uma boa história.

É assim que o jornalismo deveria ser.

Sempre atrás de boas histórias.

*Se alguem tiver se interessado, segue o link com a matéria:

http://www.folhape.com.br/folhape/materia.asp?data_edicao=02/09/2008&mat=109987

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Jornalismo é isso mesmo

Como vocês notaram no post anterior, desde ontem que eu estou passando por um momento de reflexão. No entanto, o mais legal da reflexão é quando você encontra pessoas legais que estão dispostas a refletir em grupo. E ontem foi um desses dias. Cheguei na faculdade faltando 40 minutos para o início da aula. No caminho para a sala, encontrei duas amigas jogadas no chão, tomando sorvete da Bob’s.

Isso é que eu chamo de momento propício para reflexão em grupo.

Quando cheguei, as duas já estavam discutindo sobre o futuro. E no nosso caso, o futuro já é no ano que vem (Elas no começo e eu no final), quando estaremos formados e sem emprego. Começamos a pensar o que vai acontecer conosco. Depois de quatro anos vivendo do salário de estagiário, que sempre deu pros nossos gastos atuais (morar com a mãe tem suas vantagens), a maior dificuldade vai ser voltar a receber o dinheiro que tínhamos na época de escola, ou seja, zero dinheiro.

Depois de constatada nossas mazelas vindouras, difícil foi descobrir quem dos três ficou mais desesperado e tentar manter o ânimo. Mas antes de terminarmos a reflexão, fomos sugados para o tempo presente, pois era a hora de ir pras aulas. O problema foi que, na aula, eu continuei encucado (não tenho nem idéia se é assim que se escreve). Até tentei prestar atenção na aula, mas o desemprego imperava em minha mente. Por pouco não entrei em depressão ali mesmo.

Daqui há alguns meses, tudo que fiz em quatro anos pode ser jogado no ralo.

De que vão me valer os seis estágios, as noites mal dormidas e as notas acima da média daqui há uns meses?. Pra que eu me matei de trabalhar, levei esporro de graça e assisti a todas aquelas aulas? Daqui há uns meses vou estar desempregado. Nenhum dos meus ex-chefes vai poder me dar emprego. Nenhum contrata mais funcionários. O mercado está inchado. é o que todos dizem. Jornalismo é isso mesmo.

Jornalismo é isso mesmo...

Saco de jornalismo...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Prioridades

Bom... Agosto acabou, chegou setembro e eu continuo na mesma. Sem tempo para dar gás em projetos pessoais. Começo vários, mas não termino nenhum. Acho que é uma mazela pessoal minha. Nunca consigo terminar algum projeto que começo. O blog é um exemplo. A cada mês, tento bater o recorde de crônicas do mês anterior, mas nunca consigo. Até que estava pra conseguir isso, mas terminei não escrevendo nada nas duas últimas semanas, pois estava entregue a uma matéria especial que estava escrevendo pra Folha de Pernambuco.

A matéria saiu hoje, e acho que ficou uma droga. Essa é outra mazela minha. Acho que tudo o que eu faço é uma droga, apesar de todos terem me parabenizado pelo trabalho. Mas tudo bem, o importante é que eu acabei a matéria.

Por conta disso, decidi que, a partir de hoje, vou dar prioridade para algumas coisas. Abandonei os jogos e bolões que estava participando. Quer dizer, participando entre aspas, pois esquecia de fazer as apostas todas as vezes. Já estava virando motivo de piada.

Vou voltar a escrever uma história que tinha começado há muito tempo e começar a marcar presença nos blogs que participo. Não quero nem saber. Vou ter que arrumar tempo para tudo isso. Para esse mês, minha meta é escrever cinco crônicas para o esse blog. Começando por esta.

Desejem-me sorte.

E força de vontade, pois vou precisar.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Argentina 3 x 0 Brasil


Tá bom meu Deus. Vou dar um desconto porque o senhor é brasileiro, mas vou te contar, o senhor sacaneou direitinho com a gente. Eu até aceito perder o tão sonhado ouro olímpico no futebol masculino, mas a derrota tinha que ser pra Argentina? E ainda mais de goleada (três a zero pra mim é goleada)? Não! Não precisava de tanto. O Senhor bem que podia ter pego mais leve. Bem que a derrota poderia ter sido por um a zero, com um gol impedido de Aguero, ou por três a dois, com o terceiro tento argentino nascendo de um pênalti mal marcado pelo juiz

Bem que o Senhor podia ter sido mais maleável. Mas não... Tinha que ser sofrido. Tinha que doer. O crescimento da inflação, a morte de Dercy Gonçalves, a liderança de Mendoncinha nas pesquisas para prefeito do Recife, tudo isso a gente agüentou calado, mas ser humilhado vergonhosamente pela Argentina já é demais. É pedir demais para nós, que somos pobre mortais.

Para piorar as coisas, ainda somos obrigados a agüentar aquele gordo, escroto, viciado, puxador de baseado, ex-atleta e considerado o segundo melhor jogador do mundo falando merda no nosso pé do ouvido. No lugar de Dercy, bem que o Senhor poderia ter levado, mais cedo, o nosso querido hermano Diego Maradona. Ninguém ia nem notar se o Senhor tivesse levado ele no lugar do Dorival Caymmi.

Acho que o Senhor devia ter dado um desconto pra gente. Pensa que é fácil torcer pra um time, cujo capitão não jogava há mais de seis meses? Acha que é fácil torcer por uma seleção comandada pelo Dunga? Uma confederação presidida por Ricardo Teixeira? E olhe que não vou nem falar do presidente da Federação Pernambucana, Carlos Ovonaboca Oliveira. Três a zero é demais!!

O senhor tirou o único divertimento futebolístico oferecido pela seleção, nos últimos anos, que era ganhar da Argentina. E agora? O que o Senhor vai fazer? Será que vai conseguir encostar sua cabeça no travesseiro e dormir tranqüilo essa noite? Vai ser difícil né? Espero uma retratação e quanto mais rápido melhor.

Bem que um terremoto, durante essa noite, poderia tirar a Argentina do mapa.

Seria ótimo acordar e não dar de cara com as manchetes dos jornais argentinos amanhã.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

13 anos depois

Engraçado! Nem parece que já se passaram 13 anos. O dia 11 chegou, foi embora e parece que ninguém notou. Ninguém chegou a notar o silêncio na casa de noite, o vazio no sofá da sala, aquele túmulo a mais no cemitério. Bem que disseram que a dor sumiria com o tempo. Só sobrou essa sensação estranha no estômago.

Não é raiva sabe... nem ódio... nem saudade desesperada. É mais um sentimento amargo que toma conta da gente devagar. Quando paramos para pensar como aquilo modificou nossas vidas. Mentira! Não foram as nossas vidas. Foi a minha vida.

Não é que eu não tenha gostado de crescer um pouco mais rápido. Até fiquei contente por ter recebido algumas responsabilidades e ter ajudado um pouco. Mas preferia ter tido um pouco menos de peso nos ombros.

Pra falar a verdade, não me importaria de trocar tudo isso, apenas que por alguns anos, por uma vida de rebelde sem causa. Poderia ter me importado menos, me interessado menos, me sentido menos obrigado a participar. Acho que teria sido legal ser reprovado no colégio, levado bomba na faculdade e errado mais no trabalho.

Poderia ter mandado o mundo à merda, os professores chatos ao caralho e aqueles mauricinhos do colégio ao inferno. Poderia ter dito pros vizinhos arrancarem os olhos de espiões, mandado meu chefe se fuder e obrigado meu tio chato a socar o dinheiro no cú.

Eu só precisava de você ali. Como quando eu era o garoto mais novo da rua.

“Jogue a pedra neles e corra pra casa. Aqui eu resolvo”.

Pedra eu não sei, mas teria enfiado um meteoro no mundo.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O menino do olhar perdido

Eu tenho que reconhecer, existem várias coisas que gosto no trabalho de jornalista (ou estagiário de jornalismo, caso prefiram). Além de gostar de escrever, coisa que vou aprendendo aos poucos, ainda costumo conhecer muita gente diferente. E foi justamente isso que me agradou quando passei uma semana no caderno de Grande Recife (caderno de cidades ou cotidiano) da Folha de Pernambuco. Normalmente, como setorista de esportes amadores, não costumo sair muito da redação, mas quando estava em Grande Recife, eu não me lembro de ter parado dentro da Folha. Por conta disso, pude conhecer inúmeras pessoas interessantes, e todas elas me marcaram de uma maneira diferente.


Logo na minha primeira saída, tive que cobrir a apresentação de dois homens acusados de balear uma cobradora de ônibus, deixando ela paraplégica. Na delegacia, conheci o garoto que efetuou o tiro. É... um garoto. Ele tinha 18 anos. Era um "gadinho", o que na gíria do crime quer dizer assaltante novo. O menino se enrrolou com a arma, que estava engatilhada, e disparou.

A primeira coisa que notei nele foi o olhar. Parecia perdido, como se não entendesse o lugar, onde estava. Naquela hora, reconheci a face de alguém que foi derrotado pela vida. Seu rosto esboçava aceitação. Era o rosto de quem tinha se declarado vencido. Para ele, aquele caminho não era surpresa. Acho que ele tinha decidido se entregar de vez. Parece que sua vida sempre esteve traçada. Não importa o que ele fizesse, não teria chance alguma.

É claro que fiquei triste pela cobradora. Mas tenho que reconhecer, senti pena do garoto. Pena da vida que ele não vai viver. Pena da vida que ele vai viver. Pena daquele olhar sem expressão, devastado pelo crime. Queria ter dito a ele que vai acabar tudo bem. Que ele podia mudar de vida. Que ele tinha um futuro. Poderia ter dito tudo isso.

Pena que nem eu acreditava.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Versos do retorno

Eu sei que tenho andado sumido.
Um pouco perdido em meus passos
Não! O problema não são os caminhos.
Eles já não possuem curvas sinuosas, esquinas escondidas.
Hoje, eles são retos como a linha do horizonte.
Simples como a linha do horizonte.
Inalcançável como a linha do horizonte...



*Da série: Eu continuo tentando fazer poesia

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Exemplos de policiais

"Militares cariocas entregam três jovens a traficantes de morro vizinho. Os três são brutalmente assassinados". "Menino de três anos é assassinado, por policiais militares cariocas, com tiro na cabeça".

O pior é que eles ainda abrem a boca para dizer que os policiais pernambucanos são despreparadoe e treinados, no meio do sertão, caçando calangos. Tudo por que a polícia recifense não tratou um jogador como um artista intócavel, como bradaram os cariocas.

Sei que é uma comparação infeliz, mas acredito que os cariocas devem rever seus conceitos de polícia preparada, pois não vejo a deles como um exemplo a ser seguido.

Sem querer levantar bairrismo e picuinhas, é preciso, antes de mais nada, olhar para a nossa própria casa.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Morrendo de estafa


Acho que cheguei ao limite.

Estou na Folha há mais de uma hora e ainda não tenho nada pra amanhã.

Até apareceu uma possível pauta, mas não consigo mover um dedo pra saber se rende algo. Começo a pensar que estou sofrendo de estafa mental. Queria ir pra casa.

Sendo sincero, não sei se fico aqui pra fazer frente, ou vou pra casa na cara dura. Pense num sono danado.


Pra falar a verdade, também não tenho nada pra escrever no blog. Até que tenhos umas idéias, mas sabe como é né. Não estou em condições de mover um dedo.

Pra não dizer que sou um cara chato. Ai vai uma letra de música legal pra vocês viajarem:

Errr...!!!

Desculpa! Eu sei que disse que colocaria uma música, mas mudei de idéia. Vi o nick de uma colega minha no msn e me empolguei de repente. Olha só o nick.

!lépida, fagueira, serelepe e pimpona!

Não sei o que metade dessas palavras querem dizer, mas sinceramente, elas até que empolgam né.

Elas têm sabor de infância. Dá época em que tínhamos 12 anos e só faziamos avacalhar o sistema. Lembro que costumava pegar minha bicicleta e pedalar até não sei onde. Lembro que passava o dia jogando bola na rua, com a gurizada local. Na época eram uns 20 meninos.

As palavras lembram os dias em que eu usava o velho bodyboarding (não tenho certeza se é assim que se escreve) pra pegar onda naquelas praias de Bairro Novo (para quem não conhece, essas são as praias mais poluídas do País. Quiçá do mundo).

É.... Aquilo que era infância...

Aquilo que era energia!

E eu aqui morrendo de estafa...

PS: Pra Ynorenoi, que saiu do MSN antes de ver o post em homenagem ao nick.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Balanço de três meses

Depois de quase três meses, decidi fazer um balanço do blog.

Posso dizer que estou bastante contente, pois acho que três meses foi o maior tempo que consegui dar prosseguimento a um projeto pessoal e individual. Acredito que nunca passei do primeiro mês de testes. Isso mesmo, teste. Nesse meio tempo, estou levando o blog em trabalho de teste. Não estou escrevendo regularmente e ainda existem poucas coisas no layout, além dos posts. Hoje decidi mudar. Vou tentar ver se escrevo, pelo menos, a cada dois dias.

Eu sei que os mais chatos estão dizendo: Por que ele vai fazer isso, se ele ainda não tem leitores. Afinal, só a namorada dele escreve comentários. Estou fazendo isso, por que sei que algumas pessoas mais, lêem esse monte de linhas. Algumas já chegaram para me dizer que gostaram disso, ou o que queriam saber o resultado daquilo. É pra essas poucas pessoas que escrevo. E é por conta delas, que vou levar o blog adiante. Sei que tenho muito a crescer, mas como nunca tive pressa, vou levando assim, devagar e sempre.

Para presentear a mim, e esses poucos leitores, decidi arrumar a casa. Como vocês devem ter notado, agora tem um perfil meu na lateral do blog. Além disso, comecei a colocar o endereço de alguns links que eu costumo olhar. Comecei pelos meus próprios e pelo da minha namorada. Só falta o blog de alguns amigos, que não tive tempo pra colocar, mas prometo, que faço isso até amanhã.